Como você vai encarar sua saúde quando a pandemia Covid-19 passar?


Grupos de risco, imunidade, pulmão... quantos assuntos abordados durante a pandemia do Coronavírus. Temos visto que diante de uma infecção que ainda não tem tratamento e acomete principalmente idosos e pessoas com doenças pré-existentes, é preciso sim olhar para nossa saúde com mais cuidado. Mas de que forma?


Dados preliminares de UTIs italianas indicam que os pacientes que mais tiveram complicações apresentavam um número médio de doenças de 2,7: cerca de 23,5% dos pacientes tinham uma única doença além do COVID, 26,6% com duas doenças e 48,6% com 3 ou mais. As doenças mais comumente vistas foram: pressão alta (73,8% dos casos), diabetes (33,9%) e doenças cardíacas isquêmicas em 30,1% dos casos (veja link no quer saber mais, abaixo). Há também relatos de pacientes mais jovens, porém com obesidade, que também apresentaram mais complicações. Pensando nisso, será que não está mais do que na hora de fazermos uma análise dos nossos hábitos e qualidade de vida?

A obesidade é sim um problema de saúde pública de proporções mundiais. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas obesas quase triplicou desde 1975. Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos, com 18 anos ou mais, estavam acima do peso e entre eles, mais de 650 milhões eram obesos. Quando comparamos os números de baixo peso e obesidade, observa-se que a maioria da população mundial vive em países onde o sobrepeso e a obesidade matam mais pessoas que o baixo do peso.

Sabemos que a obesidade é a ponta do iceberg. Existem condições de saúde dela decorrentes, como diabetes tipo 2, pressão alta e problemas cardíacos. Justamente os 3 pontos de saúde mais observados em pacientes com maiores riscos pelo COVID-19. É como se fosse uma linha de fatores de risco interligados:

as doenças cardíacas se relacionam com o colesterol ruim elevado (LDL). Sabe-se também que ganho de peso, alimentação rica em gorduras saturadas e sedentarismo aumentam o risco de problemas vasculares como infartos e derrames, além de gordura no fígado. A gordura do fígado (esteatose) está relacionada com aumento da resistência à insulina e risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2.

Então o que fazer? Cuidar dos seus hábitos é o primeiro grande passo. Pensar em qualidade da alimentação, fazer atividades físicas, controle do peso, ter um sono bom e evitar o estresse. Parece fácil, mas não é tão simples assim. Quantas vezes estamos tão envolvidos na nossa rotina de trabalho que não fazemos os exames de rotina? Ou trocamos a possibilidade de um jantar saudável por fast food?

É preciso aproveitar o tempo de quarentena que o COVID-19 nos trouxe para refletir e buscar mudanças duradouras de hábitos. O resultado será um ganho em saúde e também na sua imunidade, ajudando você a se defender melhor das doenças, tanto de agora como no futuro. Lembre-se de realizar seus exames, conversar com seu médico e nutricionista sobre a necessidade de uso de vitaminas.

Converse também sobre a qualidade do seu sono e o funcionamento do intestino. Talvez seja essa a reflexão que o COVID-19 nos leve a fazer: não é hora de avaliar e cuidar da nossa saúde de forma efetiva e global? Pense nisso!

Quer saber mais?

Organization, W.H. Obesity and overweight. 2018 [cited 2020 01/22]; Available from: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight

(https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=4&ved=2ahUKEwiI6t3As6_oAhWuVt8KHR2BD5gQFjADegQIAxAB&url=https%3A%2F%2Fwww.epicentro.iss.it%2Fcoronavirus%2Fbollettino%2FReport-COVID-2019_20_marzo_e`ng.pdf&usg=AOvVaw2pTeKxjk4cdUT0iTmpDiZR)

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