Como você vai encarar sua saúde quando a pandemia Covid-19 passar?

Por: Dra. Andressa Heimbecher Soares

CRM 123579


Grupos de risco, imunidade, pulmão... quantos assuntos abordados durante a pandemia do

Coronavírus. Temos visto que diante de uma infecção que ainda não tem tratamento e

acomete principalmente idosos e pessoas com doenças pré-existentes, é preciso sim olhar

para nossa saúde com mais cuidado. Mas de que forma?


Dados preliminares de UTIs italianas indicam que os pacientes que mais tiveram

complicações apresentavam um número médio de doenças de 2,7: cerca de 23,5% dos

pacientes tinham uma única doença além do COVID, 26,6% com duas doenças e 48,6%

com 3 ou mais. As doenças mais comumente vistas foram: pressão alta (73,8% dos casos),

diabetes (33,9%) e doenças cardíacas isquêmicas em 30,1% dos casos (veja link no quer

saber mais, abaixo). Há também relatos de pacientes mais jovens, porém com obesidade,

que também apresentaram mais complicações. Pensando nisso, será que não está mais do

que na hora de fazermos uma análise dos nossos hábitos e qualidade de vida?


A obesidade é sim um problema de saúde pública de proporções mundiais. Segundo a

Organização Mundial de Saúde (OMS), o número de pessoas obesas quase triplicou desde

1975. Em 2016, mais de 1,9 bilhão de adultos, com 18 anos ou mais, estavam acima do

peso e entre eles, mais de 650 milhões eram obesos. Quando comparamos os números de

baixo peso e obesidade, observa-se que a maioria da população mundial vive em países

onde o sobrepeso e a obesidade matam mais pessoas que o baixo do peso.


Sabemos que a obesidade é a ponta do iceberg. Existem condições de saúde dela

decorrentes, como diabetes tipo 2, pressão alta e problemas cardíacos. Justamente os 3

pontos de saúde mais observados em pacientes com maiores riscos pelo COVID-19. É

como se fosse uma linha de fatores de risco interligados: as doenças cardíacas se

relacionam com o colesterol ruim elevado (LDL). Sabe-se também que ganho de peso,

alimentação rica em gorduras saturadas e sedentarismo aumentam o risco de problemas

vasculares como infartos e derrames, além de gordura no fígado. A gordura do fígado

(esteatose) está relacionada com aumento da resistência à insulina e risco de

desenvolvimento de diabetes tipo 2.


Então o que fazer? Cuidar dos seus hábitos é o primeiro grande passo. Pensar em

qualidade da alimentação, fazer atividades físicas, controle do peso, ter um sono bom e

evitar o estresse. Parece fácil, mas não é tão simples assim. Quantas vezes estamos tão

envolvidos na nossa rotina de trabalho que não fazemos os exames de rotina? Ou trocamos

a possibilidade de um jantar saudável por fast food?


É preciso aproveitar o tempo de quarentena que o COVID-19 nos trouxe para refletir e

buscar mudanças duradouras de hábitos. O resultado será um ganho em saúde e também

na sua imunidade, ajudando você a se defender melhor das doenças, tanto de agora como

no futuro. Lembre-se de realizar seus exames, conversar com seu médico e nutricionista

sobre a necessidade de uso de vitaminas.

Converse também sobre a qualidade do seu sono e o funcionamento do intestino. Talvez

seja essa a reflexão que o COVID-19 nos leve a fazer: não é hora de avaliar e cuidar da

nossa saúde de forma efetiva e global? Pense nisso!


Quer saber mais?


Organization, W.H. Obesity and overweight. 2018 [cited 2020 01/22]; Available from:

https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/obesity-and-overweight


(https://www.google.com/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=4&ved=2ahU

KEwiI6t3As6_oAhWuVt8KHR2BD5gQFjADegQIAxAB&url=https%3A%2F%2Fwww.e

picentro.iss.it%2Fcoronavirus%2Fbollettino%2FReport-COVID-

2019_20_marzo_e`ng.pdf&usg=AOvVaw2pTeKxjk4cdUT0iTmpDiZR)

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